A dama teimosa e o wrestling: NXT Takeover

Boa noite, gente amada. Aqui quem fala é a Lady Trotsky, com mais um post cheio de energia e amor para vocês!

Hoje, vou tratar de um assunto bem diferente do que geralmente eu faço: wrestling profissional.

Ok, dama teimosa, contextualize: (Tirei da Wikipedia, mas é só para resumir mesmo.)

O que é wrestling? Luta profissional (conhecida também como professional wrestling ou simplesmente, pro wrestling, do original em inglês) é uma forma de luta, contendo uma mescla entre as artes cênicas e o catch wrestling. A maioria dos combates (também conhecida por matches) tem o resultado pré-determinado pela equipe criativa de uma promoção, contendo movimentos coreográficos e ensaiados. A origem é dada em carnavais norte-americanos do século XIX, como demonstrações de atletismo e força. A luta profissional moderna normalmente usa técnicas de ataque direto e grappling (submissão), que foram modeladas combinando diversos tipos de artes marciais ao redor do mundo.

E por que a dama teimosa está falando disso? Meu motivo vem do fato de que meu namorado me apresentou a isso usando a atualmente maior empresa desse caso, a World Wrestling Entertaiment, ou simplesmente, WWE. Só que eu tenho tido algum desgosto com os programas principais, chamados RAW e Smackdown, razão pela qual eu ando mais “ligadona” no NXT, que atualmente é a parte de desenvolvimento de talentos. Antes, foi um “reality show”, onde vários lutadores e lutadoras tentavam chegar até o final para conseguir um contrato com a empresa. Nem todos os vencedores conseguiram, mas muitos “perdedores” acabaram sendo sucesso. Um grande exemplo é o “baixinho” Daniel Bryan, atualmente afastado por motivos de lesão. E um lutador que eu amo por ser extremamente carismático.

Portanto, agora que terminei de resumir sobre o que vou dizer, vamos ao programa por si só.

NXT Takeover é um pay-per-view transmitido em um período de dois a três meses. E o primeiro que eu vi foi dia 22 de agosto desse ano, sendo, de longe, o melhor evento ao vivo de luta livre que assisti até hoje. Eu posso falar, com a mais absoluta honestidade, que o NXT está muitos anos luz à frente dos programas do roster principal. Nada contra eles, mas o outro tem algo muito especial, que me conquista toda a vez que vejo. Esse algo especial é…? O modo como eles conseguem envolver a gente. Confesso que não sei explicar o sentimento, mas quando assisto o NXT, vejo uma verdade tão incontestável ali que é como se aquilo fosse mesmo sério. Para o caso de alguém não ter entendido, volte no quarto parágrafo.

A primeira luta valeu demais a pena apesar de eu achar que o Tyler Breeze ainda tem muito a aprender, mas, tenho que dar um desconto porque ele é ainda muito jovem (tem a minha idade). No entanto, quem roubou a luta com tudo o que podia foi ninguém menos que o lendário wrestler japonês Jushin Thunder Liger, que apesar de já estar com 51 anos, provou que ainda pode dar um show. E ele deu MESMO! Sério, ele tem que voltar.

Apollo Crews, um high-flyer de 1,85 (sim, vocês não estão lendo errado), teve sua estreia contra Tye Dillinger e venceu em 4 minutos e 24 segundos. Apesar do pouco tempo de luta, o rapaz em questão mostrou que sabe muito e certamente tem um grande futuro no NXT. E eu honestamente espero que ele fique um longo tempo no NXT porque no roster principal já tem gente demais.

Samoa Joe, um velho conhecido dos fãs vindo da TNA (a grande rival da WWE), também lutou, contra outro wrestler chamado Baron Corbin. A luta por si só foi realmente boa a despeito de eu ter achado o estilo do Joe um pouco assustador, pelo menos para o que me acostumei. Acho, no entanto, que posso me adaptar com isso. No fim, dou uma nota alta para essa luta.

Oh meu Deus, agora vou para as lutas valendo títulos.

Vou começar pelo “Tag Team Championship”, em que Blake e Murphy enfrentaram The Vaudevillains (sim, vocês novamente não estão lendo errado). Os últimos tornaram-se pela primeira vez campeões de duplas após uma luta muito boa. No entanto, o que destaco é justamente a gimmick muito metalinguística feita pelos lutadores Aiden English e Simon Gotch. Os visuais e a apresentação de abertura deles remetem muito ao estilo no qual a luta livre era apresentada nos seus primórdios. Tenho a absoluta certeza de que isso foi longe de ser algo acidental. E eu gostei muito.

Nessa mesma noite, tivemos a luta pelo “NXT Championship” envolvendo Kevin Owens e Finn Bálor, atual campeão. A primeira luta de escadas pelo título, muito bem feita e realmente boa, que terminou com o último mantendo o campeonato. Este foi o segundo main event da noite e eu falei dele antes justamente porque o que vou falar a seguir é a parte que eu mais amei e que é o meu ponto de conflito com os programas principais da WWE…

A luta pelo “NXT Women’s Championship”.

Após uma longa storyline envolvendo Bayley tendo que garantir, após lutas longas e complicadas, seu direito pelo título feminino, ela e Sasha Banks, até aquele momento ainda campeã das mulheres (eu me recuso a usar o termo “Divas” até porque ele mais usado pelo roster principal) protagonizaram a melhor luta da noite. Uma batalha pelo campeonato que na certa deixou Lita e Trish Stratus chorando de orgulho. Elas foram, caso vocês não saibam, umas das poucas lutadoras a serem main event na WWE, quando Trish estava no auge e conquistou por sete vezes o título das mulheres.

Foi uma excelente luta cheia de momentos tensos onde na certa todo mundo pensou que Bayley não conseguiria vencer, mas no fim, após uma finalização muito digna, ela tornou-se a nova campeã, desbancando a “Boss” Sasha Banks. E recebendo os muito merecidos parabéns das outras três amigas Becky Lynch, Charlotte e Sasha em uma cena muito linda e altamente ovacionada pelo público. Vida e reinado longos à nova campeã!

Imagino que se perguntam como assim a luta feminina é meu ponto de conflito com o lado principal da WWE. Vou soar feminista, mas dane-se, eu sou: não me sinto representada com o que vejo nesse caso, mas me senti absurdamente feliz com o caso do NXT. Infelizmente, os eventos principais da WWE, até bem pouco tempo, não estavam dando às mulheres o destaque que de fato elas merecem. Um bocado de culpa nisso é da atual campeã das Mulheres (novamente eu me recuso a usar aquele termo), Nikki Bella. Nada contra a pessoa, mas embora ela até seja competente no que faz (pelo menos ela consegue segurar uma luta, o que por si só é uma façanha), eu não vejo verdade nela e sendo franca, isso me incomoda muito. Porque o wrestling é sobre convencer o público de que você sabe o que está fazendo e não é isso que Nikki me passa por mais que ela tente. Novamente, isso me enerva fundo.

E me pergunto como é que se vai levar as lutadoras a sério. Com isso, não tem como. Só quando a Nikki passar o bastão é que provavelmente teremos uma melhora significativa. Embora eu admita que a possibilidade está de cinquenta para cinquenta.

Com honestidade, a luta feminina do NXT Takeover pelo título me passou muito mais verdade do que a maioria de lutas de mulheres que vi desde que comecei a acompanhar o wrestling. E quando as coisas são assim, é sinal de que precisamos urgentemente mudar as coisas ou senão vamos ficar sempre na mesma. E isso acaba ficando ruim mais cedo ou mais tarde, acabando por causar um problema que sinceramente eu não quero ver ocorrendo.

Pois então pessoal, aqui eu encerro minha opinião-texto sobre o NXT: Takeover. Espero que com honestidade tenham apreciado.

Até a próxima, tenho que correr. Um sino, uma sibila rubra e vampiros e lobisomens vem ao meu encontro.

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