Miyu, uma mulher para sempre presa ao corpo de uma menina

Algumas considerações antes de analisar melhor Vampire Princess Miyu:

1ª) É um anime bem episódico, mas existe uma “trama de vários episódios” do 22 até o final;
2ª) A animação é bem bonita apesar de eu ter visto alguns comentários sobre ela não ser tão boa quanto a do mangá;
3ª) Esse anime não é para qualquer um. A prova suprema é que eu dropei o anime por meses após o episódio oito;

Vamos à análise: (Opiniões minhas, não as leve em conta se não quiser.)

Como eu disse por último, Kyuuketsuki Miyu não é anime para qualquer um. Me faça caso ou você vai dropar o anime por meses. Estou avisando porque quem avisa amigo é.
Na maior parte dos episódios, você não vê um desenvolvimento pleno de personagem principal, embora se notem algumas mudanças a partir da metade do anime, em razão de que Miyu tem uma função muito específica: ela caça shinmas para mandá-los de volta à escuridão e no meio dessa confusão ela tenta, ênfase no “tenta”, salvar as pessoas de serem arruinadas por eles. O problema, porém, é que a maioria dos humanos que aparecem nos episódios tomam decisões incrivelmente estúpidas, que poderiam ser evitadas se fossem melhor pensadas ou até mesmo ignoradas, ou acabam entrando em uma encrenca gigante sem nem se dar conta que aquilo pode, ênfase no “pode”, ter um final muito pior do que você poderia esperar.
No entanto, embora a personagem pareça permanecer a mesma durante todo o anime, é visível que ela vai tentando fazer melhor as coisas, com o intuito de deixar o menor número de danos possíveis, porém, para ela essa parece ser a mais impossível das tarefas porque sempre acontece alguma coisa horrível no final de cada episódio e alguém, ou todo mundo, sai perdendo mais do que desejaria. O episódio 21, A bandeira do shinma, mostra isso muito bem, devo avisar.
No meio da já confusa eternidade da “menina-vampiro”, surge Reiha, que inicialmente parece só uma rival da Miyu, que ao contrário da nossa vampirinha protagonista, não mostra muita compaixão pelos humanos, mas que depois se revela uma inimiga implacável e cheia de ódio pela protagonista, cujos motivos são revelados no episódio 22, A história de Miyu, um flashback passado em tempo incerto, que eu considero um dos pontos mais altos da série antes do arco final.
O episódio 23, Confronto, mostra muito bem o caráter frio e cruel da Reiha. E sim, ela é extremamente filha da puta e muito má.
É nos últimos dois episódios onde acontece algo que eu não esperei nem brincando e que eu confesso que me deixou extremamente triste porque apesar da natureza um tanto ambígua da Miyu, eu torci de verdade para ela. Pelo menos fiquei consolada quando lembrei que, apesar da tristeza, ela ainda tinha o Larva e o Shiini, os lindos e adoráveis amigos que estiveram com ela desde sempre.
Recomendo especialmente os episódios 02: Na próxima estação, 05: Retrato em Sépia e 08: Sapatos Vermelhos, e do nove em diante, que são nada menos que excelentes, embora do treze até o final a série só ganhe pontos porque é realmente excelente e traz uma reviravolta que certamente ninguém em 1997 esperava, pelo menos quem não sabia do mangá.
Termino dizendo novamente: esse anime não é recomendado para qualquer pessoa. Mas se quiser vê-lo, esteja pronto para ficar extremamente deprimido na maioria das vezes.
Boa sorte com a experiência, se você puder aguentar.

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