A teimosia literária de Doctor Who – Resenha três: Quando cair o verão e outras histórias – Parte 3: Quando cair o verão (Summer Falls)

Allons-y, pessoal! Para a última resenha do livro Quando cair o verão e outras histórias, agora com a trama que originou o título, em inglês Summer Falls, aqui traduzida como Quando cair o verão.

A história em questão foi inspirada no sexto episódio da sétima temporada da New Series chamado The bells of Saint John (Os sinos de Saint John), o primeiro em que a personagem Clara Oswald oficialmente se torna companheira do Doutor, na ocasião interpretado por Matt Smith, o 11º Doutor.. O episódio conta sobre uma série de misteriosos comas causados por um sinal de wi-fi, cuja causa é desconhecida e envolve uma empresa recém-surgida. Obviamente, a danada tem muita culpa no cartório e por trás dela, há um dos grandes vilões da série: a Grande Inteligência, um ser incorpóreo que sonha ter um corpo próprio, mas sempre foi impedido pelo Doutor porque boas intenções não possui.

Depois de resumir esse episódio, vamos à Quando cair o verão, que tem um bocado de semelhança com o episódio citado…

Começamos a trama com a pequena e adorável Kate ajudando a mãe a arrumar a casa após se mudar para Watchcombe, uma vila litorânea. A descuidada mamãe da menina, no entanto, quer que a filha vá brincar e se distrair, afinal, é a última semana de férias. Quem nunca passou por aquele dilema de estar puto da cara com isso e ao mesmo tempo estar doido para voltar a encontrar colegas e professores de quem se gosta? O caso da menina, no entanto, é que ela não tem uma escola para onde voltar, pois ela é moradora nova e ainda tem que se acostumar com o local. É aí que Kate, já fora de casa e tendo de decidir como vai passar aquele dia, acaba topando com um gato cinza. Como ela sonha em ter um gatinho muito fofo (Felicia feelings), ela resolve mandar o bom senso às favas e o segue. E quem nunca seguiu um bichinho fofo só porque gostou dele? Eu já fiz isso umas quantas vezes.

O “bichento” (Hermione Granger mandou lembranças) em questão entra em um amontoado de arbustos e vai parar em um jardim aonde ela vem a encontrar um homem alto, magro e amigável. Dou um chocolate Cacau Show para quem adivinhar com quem ela está falando. Considerando que estamos falando de uma história de Doctor Who, é claro que tem que ser ele, não é? *risos*

Como não podia deixar de ser, quando o Doutor tá na parada a coisa vai resultar em enrascada. (Rima terrível, mas dane-se.) E a fanfarrona vem na forma de uma pintura conseguida pela Kate. Tá, como foi exatamente que isso ocorreu? Começamos no dia anterior, enquanto a mocinha dá seu passeio e conhece um menino chamado Armand Bass, cujo pai está sendo falsamente acusado de adulterar remédios, ainda que não tenha havido um inquérito, o que causou a morte de duas pessoas, senhoras residentes na cidade há décadas. E a menina, no dia seguinte, resolve descobrir por conta própria, após a mãe para variar ser uma completa inútil, o que há por trás disso. E após uma empreitada não muito bem sucedida na farmácia local, ela ganha um balde e uma pá e vai até o antiquário para tentar se livrar de ambos. Nisso, ela acaba adquirindo um quadro cujo estado definitivamente está longe de ser dos melhores.

E a partir daí, meus amigos, Kate se mete na maior encrenca de toda a sua vida, acabando por se envolver ainda mais com o cara alto, magro e amigável, a quem ela chama de Barnabas. E no meio disso, ela já está começando uma amizade com Armand, que mostra alguma relutância, já que ele não tem amigos e não parece ser muito hábil nesse ponto. E o autor descreve isso de tal forma que você se sente como se pudesse ver isso bem de perto.

A história é contada de tal forma que se torna impossível resenhá-la sem dar uma banda de spoilers. Especialmente quando nós descobrimos o que realmente há por trás do quadro chamado “O Senhor do Inverno”. Eu confesso nunca ter imaginado que fosse ser aquilo que ia acontecer. O que algumas pessoas não fazem pelos motivos mais fúteis possíveis? Sério, a explanação sobre isso poderia servir de definição para muita gente cujo corpo é adulto, mas a maturidade é de uma criança birrenta de cinco anos. Juro.

E depois de escrever tudo isso, posso dizer que recomendo seriamente essa história também, mas não apenas ela. Tal recomendação dirige-se a todo o livro, que é dos bons e pode ser lido em algumas horas ou dias, dependendo de quanto tempo você tem para leitura diária. Às vezes a pessoa não lê porque não está muito afim. Eu de vez em quando tenho isso, mas sério, esse livro vale até mesmo naquele dia em que você não tá muito bem humorado para a leitura.

Até a próxima. Tenho que correr. Há doze doutores e doze histórias me esperando.

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