A teimosia literária de Doctor Who – Resenha um: Quando cair o verão e outras histórias – O demônio na fumaça (Devil in the smoke)

Allons-y! E assim eu começo a primeira de duas semanas dos livros derivados da série Doctor Who no blog.

Uma coisa, Dama Teimosa: quem ou o que é Doctor Who? Gente linda do meu coração, Doctor Who é a série de televisão do gênero ficção científica há mais tempo no ar. Precisamente, 52 anos, que vão se completar dia 23/11.

Não apenas isso, tem registro no Guiness Book de maior transmissão simultânea pelo mundo. E nada menos que 35 temporadas, entre a Série Clássica, que foi de 1963 a 1989 e a Moderna, de 2005 até o momento. E treze atores diferentes vivendo o personagem, cada qual à sua maneira, conquistando cada um uma legião de fãs. Com direito, na comemoração de cinquenta anos, a transmissão em tela de cinema do especial The Day of the Doctor. Quem foi assistir nas salas onde foi exibido diz que foi uma experiência única. Até aqui, vocês estão conhecendo apenas um pouco da série televisiva mais maravilhosa de todos os tempos. Nesta resenha, no entanto, vocês vão conhecer o lado literário da série, com Quando cair o verão e outras histórias, um dos três livros, até o momento, publicados no Brasil.

Os livros, porém, são bem mais que três. Aqui no Brasil esse e outros dois só chegaram porque os fãs muito insistiram e a BBC viu a imensa quantia de fãs espalhados pelo país. Sem deixar de mencionar as editoras Suma de Letras e Rocco, que trouxeram Quando cair o verão e outras histórias, Shada e 12 Doutores, 12 Histórias.

Depois de três parágrafos “introduzindo” Doctor Who, vamos ao primeiro livro mencionado anteriormente. Em primeiro lugar, destaco a maravilhosamente bem feita tradução pela adorável autora Camila Fernandes, minha amiga de longa data e talentosíssima escritora. Em segundo, é um excelente livro composto por três histórias de tamanho médio, cujas tramas abordarei separadamente em duas (ou três) resenhas, porque cada uma é tão única que seria até criminoso colocar tão poucas palavras.

Antes, porém, vou dar umas palavrinhas sobre a Introdução, escrita por Amelia Williams, a autora fictícia responsável pela história Quando cair o verão: uma legítima introdução de episódio da série. A escritora em questão narra um episódio muito curioso, fazendo maravilhosa referência a uma personagem que todos que viram as duas temporadas mais recentes da série, a segunda metade da sétima e a oitava vão saber quem é.

No caso desta primeira resenha, abordarei a história Devil in the smoke, traduzido aqui como O demônio na fumaça. A trama em questão traz os meus personagens favoritos da época do 11º Doutor após o casal Pond: o Trio Paternoster, Jenny, Strax e Vastra, vivendo na Londres Vitoriana lidando com todo o tipo de coisas bizarras, incluindo assassinatos cometidos de formas bem originais. Terrores rubros, dinossauros em plena Era Vitoriana, um Doutor recém-regenerado e por aí vamos. Vida fácil, sim? Enganam-se se pensam que é.

Na história em questão, que é a última do livro, dois garotos resolvem dar uma “fugidinha” do reformatório onde vivem enquanto estão encarregados de limpar a neve do pátio. Tudo, em sequências bem escritas, estava indo bem até acontecer algo inesperado: o boneco sangra. A partir daí, é uma sequência de problemas, cada um muito ruim do seu jeito. Literalmente uma bola de neve.

Como se não bastasse terem feito semelhante achado, Harry e Jim, os protagonistas, se separam no calor da loucura do momento. Cada um vai parar em lados opostos. Jim encontra um homem misterioso de cartola e fraque que o ajuda a levantar-se após o rapazinho levar um tombo. Harry depara-se com a “face hedionda e disforme de um troll”. Meus amigos, eu apresento-lhes o “Senhor Cabeça-de-Batata”, Strax. Palmas, auditório! (Certo, eu exagerei na piada.)

Após ser levado à casa do trio Paternoster e comer sopa e pão fartamente, Harry tem de dar explicações sobre o que ele e seu amigo viram. Partindo disso, o rapazinho sofre uma tentativa de homicídio e os três sabem que precisam investigar o que está acontecendo e ao mesmo tempo, deixar o guri seguro.

No decorrer da história, Vastra, Jenny e Strax descobrem algo muito sinistro ocorrendo em Londres e que tem relação direta com o que Harry e Jim viram. Dou um doce para quem adivinhar o que é. O “demônio na fumaça” do título. Uma bizarra criatura alienígena capaz de criar servos com seu poder utilizando gente morta. Vocês podem imaginar onde que isso vai dar, sim? Traição, morte, confronto, etc.

Não apenas Harry sofre uma brutal traição de quem ele menos esperava, como quase não escapa de morrer por “saber demais”. Partindo de mais um ponto muito tenso, nós vamos enfim descobrir quais são os planos do vilão. E achar um jeito de impedir uma ida adiante dos mesmos. Devo dizer que a trama dessa história tem algo de semelhança com o episódio The crimson horror, da segunda metade da sétima temporada. O que tornou a história bem mais interessante, a meu ver.

O final tem algo de bonito, trágico, adorável e fofo ao mesmo tempo. Não conto mais porque é spoiler, mas eu garanto que é uma história muito bem contada e que certamente será apreciada pelos fãs de Doctor Who.

Até a próxima. Tenho que correr. Porque é preciso reverter a polaridade.

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