“Lázarus” ou O teimoso começo de uma saga

Start your engine! E vamos a toda a velocidade com a leitura de Lázarus, a primeira das quatro partes de uma saga que está prometendo ser uma das grandes da Literatura Fantástica em termos de Brasil e quem sabe mundo, se for um dia possível publicar no exterior. (Mesma certeza sobre a saga de Kaori, Alma e Sangue e os romances da Martha Argel.)

O que eu posso dizer  sem dar um milhão de spoilers e fazer o pessoal se interessar?

Primeira: é uma leitura excelente embora você precise tomar um bom fôlego entre uma parte e outra porque elas são compridas e lotadas de detalhes que nem sempre você consegue se lembrar de primeira. (Eu levanto a mão para esse aspecto. E olha que minha memória não é ruim nesse ponto, mas esse me desafiou seriamente.)

Segunda: vários personagens maravilhosos (alguns ganharão sua própria posição) e bem construídos apesar de muitas dessas construções ainda terem muito a serem acrescentadas em razão de que Lázarus é apenas a primeira parte de algo muito maior e incrivelmente mais complicado do que inicialmente parecia.

Terceira: originalidade da mais pura em termos de vampiros e variações. Confesso com absoluta sinceridade que nunca tinha visto algo como aquilo em tantas leituras que já fiz sobre. Inclusive o tema do meu TCC feito em 2011 envolveu o mito do vampiro dentro do romance Drácula. Nesse caso, porém, a Georgette Silen subverte e acrescenta isso de um modo que ficou muito interessante e até mesmo possível de imaginar. (Isso para quem for mente aberta para entrar nesse universo muito rico.)

Quarta: eu devia colocar isso em primeiro, mas, está nessa posição em razão de que os aspectos anteriores realmente me impressionaram. Embora eu não negue que Rob e Laura são perfeitos juntos e assim devem ficar. Apesar de que esse romance deixa muitas questões no ar sobre do que somos capazes quando o amor está no meio e até onde podemos ir por ele. Chega a ser triste quando chegamos a certo ponto da história. (Eu queria matar a autora quando cheguei lá.)

Quinta: David e Kate. Torço para que ele se interesse por ela e que a “estagiária que sobreviveu” continue viva. Ela merece depois de tanto ter sofrido. (A Georgette é whovian, portanto ela vai entender ao que me referi, *risos*.)

Sexta: Maia e Heather. Função: ser vagabundas e miseráveis. Resumindo meu ódio por elas em apenas uma frase: morram suas malditas vadias.

Sétima: Avelar. Como definir? Canalha, cretino, safado, manipulador, bastardo. (*Imaginando Benedict Cumberbatch ou o Andrew Scott como o vilão. Embora eu achei que em termos de aparência o Peter Capaldi se encaixe melhor apesar de ser muito mais velho que o personagem.) Nem os Daleks de “Doctor Who” são tão sem honra assim e o Jan Kmam conseguiu a façanha de ser um santo perto desse calhorda, pelo menos comigo. E isso é apenas o começo. Ainda vem mais por aí desse desgraçado, podem estar certos. “E você ainda se diz humano?” E tomara que seja o David a dar um fim nesse maldito do inferno quando for a hora porque o que o Megister supremo apronta no final é de querer cair matando de tão furiosos que ficamos ao ler. (E eu vi o primeiro “Star Wars” caso estejam se perguntando da pergunta entre aspas.)

Oitava: Lázarus. A explicação do título é uma das coisas mais geniais e originais que já testemunhei em termos de literatura vampírica. Essa parte mostrou que o livro é realmente o começo de uma saga que tem tudo para ser inesquecível e épica. Quero ver onde a Laura vai ser obrigada a ir para escapar dos planos ainda misteriosos do Avelar porque está muito na cara que as coisas não são nada simples nesse ponto especialmente porque acontece algo com a protagonista que ninguém esperava. (Outro momento em que você quase grita em alto e bom som: eu quero matar a autora.)

No final das contas, Lázarus é uma leitura altamente recomendada para quem gosta de romance, aventura e sobrenatural em doses originalmente caprichadas.

Até a próxima. Tenho que correr. Preciso continuar a saga de Laura.

*: Andrew Scott:

Benedict Cumberbatch:

Peter Capaldi:

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Um comentário sobre ““Lázarus” ou O teimoso começo de uma saga

  1. Hahahaha adorei a resenha! Senti tudo isso lendo os livros da Série e fiquei com reviravoltas estomacais quando li o segundo livro e… Tadá!: “Só na próxima, pessoal!”. A Georgette quer mesmo nos matar!

    Concordo em gênero, número e grau sobre a dupla de vampbiscates, e mais ainda sobre avelar: O Andrew Scott ficaria perfeito!

    Em alguns momentos a Laura me irritou também profundamente… ¬¬

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