O teimoso vampiro da Mata Atlântica

Start your engine! E vamos pegar uma picape das boas e ir à Mata Atlântica conhecer um peculiar habitante dela: o vampiro.

Vocês perguntam: como assim tem um vampiro nesse lugar? É sobre isso que trata a resenha da vez: mais um livro da Martha Argel. Uma mistura de duas coisas das quais ela entende muito bem obrigada: área de conservação, seja do que for e literatura fantástica. A história, como é de costume da habilidade dela, é extremamente cativante e tu consegues se imaginar no cenário da Mata Atlântica. Pensando no trabalhão dos biólogos quando o assunto é criar área de preservação. Acordar cinco da manhã, passar horas e até dias andando na floresta catalogando animais, coletando evidências e tantas outras coisas que decerto a Martha já deve ter feito nesses anos todos esutdando aves.

Explorar uma futura e possível área de preservação já dá aquele trabalho. Imagina então quando você tem um vampiro na “cola” e que ainda por cima era, quando mortal, um arruaceiro de primeira linha e um FDP maior ainda? A coisa é tensão pura do começo ao fim embora a interação direta do vampiro e dos mortais só comece mesmo lá pela metade do livro, quando, quase tarde demais, o Xavier descobre a verdade. Oh Deus, eu não queria estar no lugar dele nem por decreto. Olha, tinha momentos nesse livro em que eu literalmente perdi o fôlego de nervosa, torcendo para que nada de pior acontecesse com os protagonistas.

No entanto, tiveram alguns momentos no livro que me fizeram perder o ar de tanto rir. Tanto que eu penso em, futuramente, fazer um post com as melhores frases. (Devo dizer, a maior parte delas sendo do Julio. Cara mais sem noção, impossível. Se existisse um prêmio pra “sem-noçãozisse”, o Julio Levreaux levava o primeiro por unanimidade.)

Indo para outro tópico, que por sinal é um ponto altíssimo do livro, o paralelo traçado entre os aspectos europeus do mito vampírico e o que provavelmente os moradores locais fariam no caso de terem sabido mais sobre a “assombração” foi o melhor discurso de todos. Me pergunto como teria sido se eles tivessem feito os rituais certos para o Chico Justo ou se tivessem descoberto isso a tempo. E se lógico, não tivessem acontecido as tragédias no local antes da chegada do Júlio e do Xavier.

As sequências onde o Xavier tem que literalmente se “virar nos trinta” para sobreviver são de tirar o fôlego. O final, só lendo para acreditar que aquilo foi possível. Surpreendente é dizer o mínimo sobre a sequência de acontcimentos.

O vampiro da Mata Atlântica é altamente recomendado. Quem ler não vai se arrepender.

Até a próxima. Tenho que correr. Porque Xavier Damasceno me convidou para conhecer a nova área de preservação criada.

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