“Relações de sangue”/”Más companhias” ou As teimosias de uma pequena vampira

Start your engine! E vamos dar a partida no motor da aventura de Relações de Sangue, da minha amiga escritora Martha Argel e minha bióloga de aves favorita desde sempre.

Eu lembrava um tantinho vagamente da Lucila, uma vampira morena e baixinha. Que em tantos contos da Martha apareceu antes que esse livro e sua continuação, chamada Amores Perigosos, aparecessem. A sinopse: Clara se vê obrigada a colaborar em uma inacreditável investigação quando Daniel, um vampiro, vem pedir-lhe ajuda. A razão: suas clientes estão sendo misteriosamente assassinadas embora a causa mortis seja estranha. E por motivos mais que óbvios, ela vai servir de isca para quem quer que seja o assassino.

Pergunta aos teimosos navegantes: o quanto vocês acham que demora em isso dar na maior encrenca? Resposta: Spoilers. Tradução: leiam.

Uma parte que eu particularmente amei: a explanação sobre as sensações causadas por uma mordida de vampiro. Sabe quando você anda de montanha-russa? É a mesma sensação, só que tudo se passando dentro da sua cabeça. E se manifestando no seu corpo. (Eu nunca andei nesse brinquedo, mas já vi vários vídeos disso.)

O livro é uma incrível e maravilhosa torrente de emoções a cada página, com uma trama bem amarrada e executada. Embora alguns detalhes tenham vindo antes da hora, isso não tira a qualidade do livro. E como não podia deixar de ser, há as frases de nos fazer perder o fôlego de tanto rir. (E acreditem, não foram poucas.)

Quem poderia imaginar que as coisas iriam virar tão repentinamente no final como aconteceu nesse caso? Lucila, Daniel, Estevão e Clara me surpreenderam, cada um a seu modo. Destaque para a vampira, com seu inacreditável dom para se envolver e aos outros em confusões inúmeras. E Clarinha, com sua “casca-grossisse” absurdamente cômica.

A única coisa, porém, que eu senti um pouquinho, de modo que quase esqueci isso, de falta, foi contar a origem da Lucila. As únicas informações que temos é que ela tinha em torno de 20 anos ou pouco mais (apesar da cara de adolescente), quando virou vampira. E quando ela era humana, quase foi freira. Talvez a continuação me dê uma resposta ou minha imaginação tenha que inventar uma teoria (e eu tenho algumas muitas em mente). Vamos ver, na próxima resenha, o que a nossa bióloga de aves escritora vampírica favorita fez na continuação.

O conto que veio depois, Más companhias, mostra como a Lucila e a Clara se conheceram. Pensa no seguinte: a cidadã Maria Clara está sofrendo um assalto e de repente aparece uma mocinha muito estranha como uma possível segunda vítima. (Imitação EPIC FAIL do Marcelo Rezende do Cidade Alerta.) Esta, no seu desenvolvimento, é uma história muito movimentada e incrivelmente legal! E o modo como elas são apresentadas é hilário, com direito até a uma cantada no melhor estilo vampiresco. E o final é de primeira, assim selando o início de uma grande amizade. Que possui seus altos e baixos.

Até a próxima. Tenho que correr. Porque Lucila e Clara me esperam para contar mais uma de suas aventuras.

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