“Kaori e o Samurai Sem Braço” ou O teimoso Kitarô da mão esquerda e sua travessa Omitsu

Start your engine! (Tokufã mostrando a cara.)

E vamos para a resenha de Kaori e o Samurai Sem Braço, da titia lindona poderosa Giulia Moon.

O que dizer desse livro? Não é desses que você lê e simplesmente acha mais um. É uma viagem com guia turístico e tudo pelo Japão mitológico e novamente, pela famosa Era Tokugawa.

A história tem um prólogo que chama consideravelmente a atenção e eu até me atrevo a dizer que achei meio estranho aquilo no começo, mas pensei: segue o baile e vamos ver onde vai dar a “valsa do realejo”. (Música da Clara Nunes. Linda, sem mais.)

E assim o baile seguiu. O livro é dividido em quatro arcos de história que tem um mesmo objetivo: a busca por uma criatura que é tão invisível quanto perigosa com um nome que vem muito bem a calhar, diga-se.

Nessa maravilhosa história spin off conhecemos uma Kaori bem diferente do que viríamos a ver nos livros 1 e 2 da Kaori: uma morta-viva maltrapilha que não gostava de interagir com ninguém, mas acabando tendo que “aprender na marra” quando passa por uma situação muito malfadada. No fim, acaba devendo favores a um samurai “maneta”, mas que vale por dois, chamado “Migitê-no-Kitarô”, acompanhado sempre de uma travessa kitsune chamada Omitsu. E como ela aprendeu com o velho Gombei, favor é coisa que se paga e honra.

O correr da história é executado tão maravilhosamente que o tempo é algo que fica literalmente esquecido. E como não podia deixar de ser, a maldade humana sem limites fez visitinha, deu oi e mandou beijinho em um dos arcos. Eu particularmente fiquei bem revoltada e até mesmo com dó da vilã do arco em questão. Não vou dizer qual é, assim, se querem saber, comprem o livro e leiam. Vai valer cada centavo gasto e cada minuto usado. (Perdido é para fracos.)

E quando o objetivo do nosso trio de aliados heroicos parecia perdido, eis que descobrimos onde exatamente está o grande vilão do livro. E novamente Giulia Moon me passa uma caprichada rasteira muito sacana porque nunca eu ia pensar que a coisa se esconderia tão à vista dos olhos apesar de ter uma pista indicando, mas não onde acabou indo. É como a pergunta que é tão escondida, mas também tão vista: Doctor Who?

Afinal, eu terminei de ler e meu saldo final foi um sorriso GIGANTE nos lábios e uma intrínseca vontade de viajar na TARDIS para ver a Giulia lançando Kaori 3.

E para fechar, recomendo que todos que gostam de leitura boa igual um docinho café com leite leiam “Kaori e o Samurai Sem Braço”.

Até a próxima, com a resenha do crossover entre Kizzy Ysatis e Giulia Moon. Tenho que correr. Porque Alfonsina Storni me convidou para um sarau de poesia.

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