Ao norte de meu corpo (“De vampiros portenhos e sonhos escabrosos” – 2º conto)

Lorenzo encontrava-se adormecido, exausto após um longo dia trabalhando no hospital onde agora era empregado após um amigo do pai falecido indicá-lo para o diretor. O episódio do necrotério, de onde ele havia pedido demissão dias após o acontecido durante a morte do político De la Torre, era agora uma simples lembrança sepultada, mas a presença dele era uma realidade. Assustadora, mas era.

Não que tivesse sido difícil se acostumar com um vampiro usando seu apartamento como refúgio diurno. O complicado mesmo era se deparar com manchas de sangue no tapete ou móveis. Ou com seu “companheiro de apartamento” enroscado nu em alguma meretriz da rua ou boêmio “sodomita” ou de dupla tendência. O jovem legista agora médico plantonista estava assustado com a repentina mudança de comportamento do antes respeitável advogado e político.

Era absurdamente estranho vê-lo mostrar uma faceta tão pervertida como a que ele estava exibindo. Perguntava-se se isso era alguma tendência vampiresca ou ele libertando anos de repressão interna. Ainda, no ponto de vista da sociedade e das regras que a regiam, mostrar certas facetas não era considerado moral e/ou pudico. Não era raro, mais antigamente, esse tipo de coisa ser punida com prisão ou até mesmo pena capital, segundo Lorenzo Reyes sabia por leituras feitas na universidade.

O rapaz, que tão delicadamente dormia e parecia sonhar com algo bom, foi acordado pelas batidas na porta. Viu-se obrigado a levantar das quentinhas cobertas para ver quem ia incomodá-lo àquela hora da noite. Com um bocado de sono, abriu a porta, repentinamente despertando ao ver quem era: – Martha?!

A bela jovem de cabelos castanhos, olhos escuros e pele clara perolada, além de um corpo bem servido, era filha da senhoria do prédio, uma estranha, e muito feia, mulher chamada Brigida. Ou como o resto dos moradores a chamavam à baixa voz: La Bruja. Lorenzo era dono do apartamento, dado de presente pelo pai, razão pela qual a tal dona do resto das moradas não o incomodava. O rapaz achava estranha a presença daquela jovem e mais ainda que ela e a mãe não estranhassem a presença do “novo morador”. Sequer haviam lhe perguntado de onde ele vinha e porque estava ali.

– Surpreso, doutor Lorenzo? – perguntou ela sem se importar se eram quase onze da noite. A jovem tinha uma voz levemente rouca. E muito sensual, na opinião dele, embora este jamais tivesse tocado longamente uma mulher ou sido tocado por uma. O jovem médico se perguntava ainda porque motivo ela estava em trajes tão sumários na porta de um rapaz solteiro.

– A senhorita não acha que é muito tarde para vir à minha porta? – respondeu ele com outra pergunta.

– Me deixa entrar? – ela sorriu marota ao que ele, para não mostrar indelicadeza, permitiu que ela entrasse, mesmo que a situação fosse estranha.

– Quer algo? – perguntou Reyes enquanto ela adentrava a sala.

A bela jovem sorriu e respondeu: – Que tal sua pureza virginal?

Lorenzo ficou incrédulo com a resposta da vizinha do andar superior: – Doña Brigida sabe que você está praticamente seminua no meu apartamento?

– Você a deixou entrar, sabia? – uma voz masculina facilmente reconhecível, vinda da janela, assustou o médico: – Que susto, meu Deus! Você podia usar a porta! É por isso que te dei uma chave!

– Eu gosto de te assustar. Você fica um doce com essa carinha assustada – respondeu ele rindo enquanto Martha o observava com interesse, como se já o conhecesse. Enquanto o “filho ilegítimo” de Enzo Brodabehere ficava vermelho e ao mesmo tempo lisonjeado com o comentário de Lisandro. Ele parecia ter sua juventude ainda mais renovada após a ronda noturna em busca de alimento.

– Concordo com o “Fiscal de la Patria” – disse a jovem se aproximando e tocando-o: – Está com medo?

– Como você sabe quem ele é?! – Lorenzo não podia crer no que havia ouvido.

Martha riu: – Eu e a mamãe sabemos quem ele é desde o minuto em que ele chegou aqui. Ah, anjinho dos olhos azuis, você tem tanto a aprender. Por que não me deixa te ensinar uma parte? – enquanto desabotoava o pijama dele, que tremia quase a ponto de convulsionar com o contato. Foi quando o toque de Lisandro em seu ombro estranhamente o acalmou: – Ela não morde, seu bobo.

Ela não mordia, mas sangrava, pensou ele ao lembrar-se de quando havia visto, por acidente, um colega da escola tirando a virgindade da então namorada. A visão do sangue saindo pelas partes baixas da menina o havia deixado com um trauma muito sério relacionado às mulheres e ao sangue. Razão pela qual havia decidido fazer a escola de medicina, intencionando se livrar de tal coisa. Dissociar-se do trauma do sangue havia sido fácil, porém, nunca tinha conseguido tocar uma mulher sem quase ter convulsões nervosas. Por isso ainda era virgem mesmo sendo um homem feito.

Naquela noite, porém, as coisas estavam para dar uma inimaginável virada.

Lorenzo não compreendia como podia se sentir tão calmo com o toque de Lisandro. Ao mesmo tempo se excitava observando Martha despir-se do sutiã e colocar as mãos sobre a calçola justa de modo atrevido, implicando desnudar-se. Não entendia como os pelos de seu corpo magro, porém belo, podiam arrepiar-se com duas coisas tão distintas. “Não é possível”, pensou ele enquanto seus lábios foram de repente envolvidos pelos da vizinha de cima, que se aproveitou do momento para livrá-lo da camisa do pijama…

– Ainda está com medo?

– Por alguma razão, não sinto. É como se… tudo o que eu sabia antes virasse pó – respondeu ele que agora tomava coragem para tocá-la. “Que macia”, pensava ele enquanto suas mãos percorriam a pele nua de Martha.

– Aproveite, Anjo Azul. Ela quer você. Não vejo problema em você dormir com ela – Lisandro riu chamando-o pelo apelido ao observá-la ficar totalmente nua e enroscar-se nele com a clara intenção de deixá-lo apenas com as roupas de baixo e depois desnudá-lo.

Novamente, lhe veio aquela sensação: o corpo dela e o riso dele o deixavam excitado. Era estranho, porém, não era ruim embora lhe dissessem que certas coisas não faziam parte da natureza das pessoas. No entanto, se acontecia, como não fazia parte? Não existia nada daquela história de influência do Maligno, como muitas vezes algumas beatas conhecidas de sua madrinha insistiam em dizer-lhe quando ensinavam o catecismo. O que simplesmente ocorria era seu corpo trabalhando à sua maneira. No caso, dizendo-lhe não ser preciso se preocupar se duas coisas distintas o acendiam.

Depois, a noite pareceu pequena demais para tanto prazer. Tanto de fazer quanto de observar.

Pela manhã, Lisandro de la Torre se encontrava em seu repouso diurno enquanto Lorenzo recém acordava de um sono curto, porém revigorante. Tinha passado metade da noite fazendo amor com Martha, oficialmente perdendo sua prolongada virgindade. Estava certo de que o vampiro o observava durante o ato. Dormiu a outra com a jovem filha de Doña Brigida em seus braços.

Levantou-se e vestiu-se para em seguida ir à cozinha fazer um desjejum. Não havia comido desde que chegara do plantão do hospital ontem beirando às dez da noite, pois tinha coberto um turno intermediário para um colega que tinha um compromisso. Durante a refeição, se viu relembrando o episódio da morgue. Quase perdeu a fome em razão de recordar que, no porão, o corpo de seu ex-chefe se encontrava, decerto sendo comido pelos insetos que carcomiam o velho armário.

Balançou a cabeça para que aquelas lembranças ruins sumissem e tratou de continuar comendo.

De repente, Lorenzo ouviu batidas na porta. Estranhou, pois ninguém costumava bater tão cedo em seu apartamento. Atendeu, ficando surpreso com a visita: era Doña Brigida, mãe de Martha e senhoria do prédio, tão esquisita e feia como costumava ser…

– A senhora? Bom dia.

– Bom dia, doutor Reyes. Presumo que está se perguntando a razão de eu estar em sua casa em hora tão pouco adequada – ela não parecia zangada nem nada do gênero. O rapaz, porém, duvidou que a tempestade tardasse caso a senhoria visse Martha dormindo placidamente nua em sua cama.

– Sinceramente? Não imagino – respondeu ele oferecendo o sofá para que ela se acomodasse.

– A polícia andou por aqui agora cedo procurando informações sobre o assassinato do Doutor Tomás, o seu ex-chefe – respondeu a mulher para o total espanto dele, não entendendo raios do que ocorria.

Brigida olhou na direção do escritório e disse: – Eu sei o que houve, mas não se preocupe, já despistei a polícia com relação à sua participação. Como você foi o último a ver seu chefe vivo e o primeiro a testemunhar o incrível fenômeno que ocorreu com o doutor De la Torre, acho que agora sim nós precisamos ter uma conversa. Ah, e eu sei que Martha tirou sua virgindade e está nua em sua cama. A sua expressão e seu rosto parecem mais másculos agora, Anjo Azul.

Lorenzo não podia acreditar nas palavras ouvidas e logo tratou de pedir explicações ao mesmo tempo em que dava razão aos vizinhos por chamarem-na “La Bruja”. Não era possível ela estar dizendo aquelas coisas tão precisamente e com tanta naturalidade.

– A senhora não está brava comigo? – perguntou ele temendo que ela tentasse algo para se vingar.

– Martha já foi casada, mas enviuvou faz um ano e voltou a morar comigo para que eu não me sentisse sozinha. E já tinha um tempo que ela se sentia atraída por você, então acho natural ela querer dormir nos seus lençóis – respondeu ela para absoluta surpresa do médico. Percebia a senhoria do prédio como uma mulher bem à frente daquela época por não deixar a filha presa a certas imposições. Foi quando ela continuou: – Quanto ao que houve com Lisandro de la Torre, estou certa de que irá se espantar. Mesmo eu estou espantada de que minha teoria está comprovada.

– Teoria? – Lorenzo estranhou aquelas palavras. Existia mesmo uma teoria sobre esse tipo de coisa?

– Primeiro, me permita resumir o contexto dos fatos – disse Brigida para depois contar a seguinte história: em 1890, o então jovem e desconhecido Lisandro estava em férias em sua terra natal. Dava um passeio a cavalo quando o mesmo empinou violentamente, derrubando-o e ferindo-o quase mortalmente, no que o risco de sequelas graves era alto. No momento mais oportuno, alguém, vendo no rapaz um promissor futuro na vida pública, usou seu sangue de vampiro para curá-lo, sendo esse Leopoldo Belmondo, um vampiro espanhol residente na Argentina desde o século 16.

– Compreendi o que a senhora disse e me permita tentar deduzir: eu suponho que o sangue curou o corpo de Lisandro, mas, com… um preço? – Reyes observou atentamente a reação da “bruxa” e ao que tudo indicava, ele parecia estar perto.

– Não exatamente assim – respondeu ela para depois dizer: – Eu sempre coloquei a teoria de que, em circunstâncias especiais, existe um conceito de vampirismo que eu chamo de “vampirismo retroativo”, que consiste em alguém mais velho transformar-se em vampiro e voltar à juventude. Imagino que você saiba que vampiros costumam ter sempre a mesma aparência, não é?

– Agora que a senhora disse, eu acho que entendo: o sangue desse tal Belmondo entrou em ação no corpo de Lisandro quando ele se matou com uma bala no coração. O que não entendo é como isso ocorreu! – o jovem médico não podia esconder o espanto mediante uma situação tão inacreditável.

– O sangue de alguns vampiros mais poderosos possui muitas propriedades, incluindo proteger a saúde e o sistema de um humano quando este é curado pelo vampiro. Você nunca se perguntou o motivo de Lisandro nunca ter ficado seriamente doente nem nada parecido? – a senhoria do prédio deixou o rapaz novamente boquiaberto. Este gesticulou dizendo que queria ouvir mais ao que Brigida continuou com alegres suspiros misturados a palminhas:

– Ao cometer suicídio atirando em seu próprio coração, Lisandro não pensou que o sangue de Leopoldo, adormecido no sistema dele desde 1890, iria voltar a coagular. Este causando uma “reconstrução sistemática”, ou seja, transmutando o doutor De La Torre em vampiro e fazendo-o voltar a ser um jovenzinho de vinte e poucos anos em razão de que o primeiro contato do corpo dele com o sangue de Leopoldo ocorreu ainda na juventude.

– Doña Brigida, a senhora por acaso saberia se vampiros são pervertidos mesmo ou certas coisas que eles fazem é fruto de uma liberação de repressões internas feitas anos a fio? – perguntou o jovem médico espantado com o ouvido antes. E lembrava-se das vezes em que flagrava Lisandro espioná-lo no banho. Ficava tão vermelho quanto um tomate embora quase não pudesse negar que gostava.

A mulher riu e respondeu: – Ambas as coisas. Se bem que os vampiros adoram seduzir as vítimas antes de mordê-las.

– Eu imaginei. Não é nada raro eu flagrá-lo dormindo com uma meretriz ou um boêmio, que tenho sempre de atender em razão da perda sanguínea, encontrar manchas de sangue nos meus tapetes ou móveis. E cintas-ligas nas gavetas do escritório – Lorenzo deu um gemido longo ao falar disso.

– Oras, Anjo Azul, não fique tão assustadiço. Entendo sua apreensão, mas pense, pelo menos agora você não se sente tão só – disse ela sorrindo ao que o médico lhe deu razão. Realmente, ele nunca havia tido muitos amigos que pudesse chamar de próximos. E por conta de sua extraordinária filiação, a solidão costumava ser uma companheira constante. Porque dificilmente alguém ignoraria a grande semelhança dele com o falecido Brodabehere, embora Lorenzo tivesse herdado os olhos azuis celestes da mãe cortesã, razão pela qual Lisandro o apelidara de “Anjo Azul”.

Após aquela longa e reveladora conversa, Brigida disse que precisava voltar à sua casa e que Lorenzo desse um bom café da manhã à Martha, pois a jovem decerto acordaria com muita fome após noite tão agitada.

Pensando no que havia conversado com a senhoria, achou melhor concentrar-se no dia que viria, pois estava quase se atrasando para seu primeiro plantão do dia.

Apesar dos pesares e de um atraso de dois minutos, coberto com cinco extras, Lorenzo pôde sair na hora costumeira do hospital e ir para casa. Chegando lá, encontrou o apartamento muito bem arrumado e Lisandro fumando um cigarro em uma piteira preta de desenho refinado. Estava ele delicada e displicentemente sentado em uma poltrona enquanto lia um dos muitos livros clássicos que Lorenzo possuía.

– Boa noite, Lisandro. Menos mal que você deixou a janela aberta. Você sabe que eu odeio fumaça de cigarro – disse o rapaz tirando o jaleco para colocá-lo no cesto de roupa suja que ficava na área de serviço anexa à cozinha.

O vampiro nada disse, apenas sorriu ao vê-lo andar em direção ao dormitório, decerto indo para seu banho noturno. Admitia: era delicioso ficar espiando o Anjo Azul banhar-se, especialmente quando ele permanecia na banheira por alguns minutos, como se dormisse profundamente.

Enquanto o antes político se deliciava em pensamentos maliciosos, as horas passaram…

Lorenzo, já de pijamas, porém sentado em sua cama, se perguntava como podia, até ontem, ter sonhado inúmeras vezes com a mesma coisa: um gato negro sentado ao pé de sua cama o encarava e depois pulava sobre ele, ao que o jovem tentava gritar e ao mesmo tempo, estrangular a criatura. De repente, o gato parecia tornar-se quente e pesado e o rapaz sentia a pele da criatura em sua boca, sentindo um profundo medo do que viria. E sem mais nem menos, uma estranha mudança ocorria…

O gato transformava-se em Lisandro, que o abraçava, e beijava, dizendo que tudo ficaria bem e ambos ficavam felizes no fim, porém, ele acordava gritando ao sentir uma agulha inesperada penetrar-lhe o pescoço. O jovem médico sabia aquele abraço significar o princípio da dor aguda de uma mordida por onde seu sangue era drenado e sua vida corria risco. No entanto, embora temesse, queria provar, entender como era a sensação. Não! Não podia permitir tal coisa! Era perigoso demais

– Não é perigoso quando se sabe o caminho trilhado – De la Torre encontrava-se à frente de Lorenzo, que tão absorto em seus pensamentos, não havia notado a presença do vampiro até ouvi-lo.

– Eu não gosto quando você invade meu quarto. E você não tem que…? – a interrupção veio com um abraço do vampiro no jovem: – Estará seguro enquanto estiver comigo, não tenha medo.

Lorenzo queria responder-lhe, mas algo não o permitia. Talvez os olhos, quiçá aqueles lábios, quem sabe aqueles braços que o envolviam. Lisandro, intencionando acalmá-lo, fez-lhe um carinho no rosto e em seguida o beijou, deixando o rapaz sem reação. Como se o atrevido beijo não fosse suficiente, os botões da camisa do pijama se abriram. Um talho à unha partiu a regata íntima em dois. O médico tentou resistir àquela investida sensual do vampiro. Viu-se, porém, sendo deitado. As mãos do ex-senador puseram-se sob seus ombros. O corpo dele sobre o seu. E os lábios do mesmo envolvendo novamente os seus em um beijo mais ardente do que o anterior.

O jovem já não podia esconder que gostava daquilo. A boca carnuda e bem desenhada do vampiro deliciosamente descera ao pescoço, peito e umbigo em beijos, lambidas e mordidas de leve. Tais coisas fizeram o coração de Reyes acelerar loucamente e seu sangue bombear com rapidez absurda, causando violenta reação bem ao sul daquele jovem corpo. O notívago se viu a sorrir enquanto deitava a cabeça sob o peito quente do rapaz: – Eu não disse? Não é perigoso se você sabe onde andar.

– Você não me mordeu. Por acaso não está com fome? – o médico estranhava aquela situação.

– Donã Brigida me trouxe alimento quando despertei hoje. Não tive necessidade de caçar, apenas de estar com você, meu Anjo Azul – respondeu ele deslizando as unhas longas e afiadas pelo peito desnudo dele.

– Quem eu sou para você: eu mesmo ou apenas uma extensão do meu pai? – perguntou o rapaz, causando certo espanto em Lisandro, que, de certo modo, já esperava aquele questionamento…

– Você é você, Lorenzo. O resto não importa – respondeu o vampiro para sair da posição em que se encontrava. Posicionou-se ao lado do rapaz, que o olhou nos olhos: – Fico feliz de você não me comparar ao meu pai. Já basta tudo o que eu tive de passar por ser filho bastardo.

– Eu já disse: você é você, ponto. Não há com o que se preocupar quanto a isso. Estou aqui com você e por você, sempre – o vampiro aninhou o rapaz em seus braços suspirando com felicidade apenas pedindo ao destino que não lhe tirasse aquela nova chance dada.

Lorenzo Reyes: http://cdn.screenrant.com/wp-content/uploads/penny-dreadful-reeve-carney.jpg

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